
Jhonatan Gomes de Souza, um jovem paranaense de Umuarama, residia há um ano nos Estados Unidos e se tornou o primeiro registro de suicídio na comunidade brasileira em Massachusetts. Ele era casado com Amanda Barbarotte. O casal residia na cidade de Hudson. De acordo com as informações, foi a esposa quem encontrou o corpo.
“Foi uma surpresa para mim, pois apesar de eu suspeitar que ele sofria de depressão, nunca conversamos sobre isso”, disse ela.
O casal frequentava a igreja Abba Church, localizada na cidade de Marlbrough, e presidida pelo pastor José Carlos Goulart.
Como a situação pegou a família e amigos de surpresa, Amanda não tem condições financeira para enviar o corpo ao Brasil. Por isso ela abriu uma campanha no site GoFundme com o objetivo de arrecadar a quantia de US$5 mil. Até a tarde deste domingo havia sido arrecado pouco mais de US$400.
Interessados em ajudar podem acessar o link https://bit.ly/2GpXdfc e fazer uma doação de qualquer valor.
“Juntos tínhamos vários planos para realizar, mas esquecemos que a vida traça seu próprio caminho. Não esperávamos que íamos lhe dar com esse impedimento que nos surpreendeu. A morte apareceu e tudo foi ceifado. Eu, como esposa, estou aqui para que vocês possam me ajudar com as despesas. A família dele no Brasil quer vê-lo pela última vez e como tudo é muito caro, preciso da sua ajuda, obrigada”, escreveu Amanda na página da campanha.
DEPRESSÃO
A depressão é um problema médico grave e altamente prevalente na população em geral. De acordo com estudo epidemiológico a prevalência de depressão ao longo da vida está em torno de 15,5%. Segundo a OMS, a prevalência de depressão na rede de atenção primária de saúde é 10,4%, isoladamente ou associada a um transtorno físico.
De acordo com a OMS, a depressão situa-se em 4º lugar entre as principais causas de ônus, respondendo por 4,4% dos ônus acarretados por todas as doenças durante a vida. Ocupa 1º lugar quando considerado o tempo vivido com incapacitação ao longo da vida (11,9%).
A época comum do aparecimento é o final da 3ª década da vida, mas pode começar em qualquer idade. Estudos mostram prevalência ao longo da vida em até 20% nas mulheres e 12% para os homens.
É importante distinguir a tristeza patológica daquela transitória provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, mas que são inerentes à vida de todas as pessoas, como a morte de um ente querido, a perda de emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas etc.
Diante das adversidades, as pessoas sem a doença sofrem, ficam tristes, mas encontram uma forma de superá-las. Nos quadros de depressão, a tristeza não dá tréguas, mesmo que não haja uma causa aparente. O humor permanece deprimido praticamente o tempo todo, por dias e dias seguidos. Desaparece o interesse pelas atividades que antes davam satisfação e prazer e a pessoa não tem perspectiva de que algo possa ser feito para que seu quadro melhore.
Fonte: Brazilian Times
