
A rinha de briga de cães descoberta em Mairiporã, na Grande São Paulo (SP), onde 19 cachorros da raça pit bull foram resgatados, agia internacionalmente, de acordo com a Polícia Civil do Paraná. “Era uma quadrilha extremamente organizada e para causar intenso sofrimento a esses animais”, afirmou o delegado Matheus Laiola, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente durante uma entrevista realizada nesta manhã de segunda-feira, 16.
Segundo o delegado, para que os animais ficassem estressados e brigassem até a morte, eles era privados de alimentação e de água. Ao todo, foram presas 41 pessoas. Entre eles havia um estadunidense, mexicano e peruano. Um médico, um veterinário e um policial militar também foram detido. “Uma cena de terror, tinha cachorro morto, cachorro machucado, em 13 anos de polícia eu nunca tinha visto nada parecido”, disse.
“Quando chegamos, tinham dois cães brigando e o americano, da Califórnia, que seria o juiz da competição, começou a bater nos cães para que eles parassem de brigar”, disse. Ele disse que no local havia ainda uma sala, onde os animais mesmo machucados recebiam tratamento paliativos, feitos pelo médico veterinário a fim de que voltassem a brigar até a morte. Ainda conforme o delegado, quando os cães morriam, tinha a carne assada para ser consumida entre os participantes.
De acordo com o delegado, nenhum dos cachorros resgatados precisou ser submetido à eutanásia. “Quando a gente dava um pouco de água e um pouco de comida, eles ficaram desesperados, porque provavelmente fazia dias que não comiam nem bebiam nada”, afirmou.
Ainda conforme o delegado, as apostas eram feitas fisicamente, ali no local, e também pela internet – no mundo inteiro, conforme o delegado. “Era uma rinha internacional. Ano passado foi na República Dominicana, esse ano aqui no Brasil. Ano que vem provavelmente seria em outro país”, disse.
No local, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu R$ 47 mil. Entre os cães, há animais avaliados em R$ 200 mil. Laiola explicou que os animais foram selecionados geneticamente e treinados para as brigas.
Redação Bem Paraná com assessoria





