O corpo de Isabel Brilhador, de 65 anos, foi encontrado enterrado em uma cova rasa no quintal da própria residência, em Campo Mourão, na manhã desta terça-feira (15). A mulher estava desaparecida desde 4 de setembro, e a Polícia Civil vinha investigando o caso.
O corpo foi localizado em uma área semelhante a uma horta, em um corredor lateral entre a casa e o muro de outro imóvel, no Jardim Cidade Alta II. Segundo o delegado Luã Mota, responsável pela investigação, o local era estreito e estava coberto por plantas, o que dificultava perceber qualquer alteração no terreno. A polícia já havia realizado buscas na residência anteriormente, inclusive com cães farejadores, mas o corpo não havia sido localizado naquela ocasião.
A investigação ganhou força na semana passada, quando um homem de 31 anos foi preso temporariamente por possível envolvimento no desaparecimento. Segundo a Polícia Civil, ele mantinha um relacionamento com Isabel havia cerca de dois anos.
Outro elemento que passou a ser investigado foi uma transferência de aproximadamente R$ 80 mil via Pix, feita da conta de Isabel para a conta do homem na mesma semana em que ela desapareceu. A Polícia Civil também apontou contradições na versão apresentada pelo investigado durante os depoimentos. A defesa, por sua vez, nega participação no desaparecimento e na possível morte da mulher.
De acordo com o delegado, a investigação trabalha com a possibilidade de que Isabel tenha sido morta ainda no fim de agosto, antes da comunicação oficial do desaparecimento. A polícia também analisou mensagens e o comportamento do telefone da vítima. Segundo os familiares, ela costumava enviar áudios, fotos e mensagens sobre sua rotina, mas passou a responder apenas com textos curtos nos dias anteriores ao desaparecimento.
Após a localização do corpo, o local foi periciado e os restos mortais foram encaminhados à Polícia Científica. A necropsia deverá esclarecer a causa da morte e apontar se havia sinais de violência. A Polícia Civil continua investigando a dinâmica do crime e a eventual participação de outras pessoas.
O delegado Luã Mota afirmou ainda que as circunstâncias encontradas na residência indicam, segundo a avaliação inicial da investigação, que o crime pode ter sido premeditado. Essa conclusão, porém, ainda faz parte da apuração policial e deverá ser sustentada pelos elementos reunidos no inquérito.
